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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Desculpa tudo o que te fiz passar, desculpa todas as noites em que não te deixei dormir e todas as lágrimas que derramaste pelas merdas que fiz. Desculpa se te magoei, sinceramente não era essa a minha intenção. Mas agora quem sofre sou eu, agora depois de me teres deixado, sou eu que passo noites sem dormir, sou eu que derramo lágrimas, sou eu que me fecho no meu mundo, com óculos de sol a taparem-me as olheiras bem marcadas, com o telemóvel sempre na mão à espera de uma mensagem tua, uma caixa de gelados magnum, cigarros que aos poucos me destroem, e pilhas de romances prontos para serem lidos, prontos para acolherem as minhas lágrimas e os meus risos, pois agora ando demasiado sentimentalista, e choro com as coisas mais belas, e rio pelas coisas mais idiotas. Esta noite, pela quinta vez numa semana estou a ver o filme O diário de uma paixão e é assim, em todas as vezes que eu o vi, eu chorei, e desejei que as personagens fossemos nós, ou que estivesses do meu lado a ver aquele filme, tal como um dia planeamos, e que me limpasses as lágrimas, que te risses e perguntasses Estás a chorar? E aí eu riria-me de mim mesma e diria Sim, porque tal como eles, quero que fiquemos juntos para sempre e quando formos velhinhos também eu quero que me recordes de toda a nossa história de amor, mas até lá, até lá quero fazê-la inesquecível, e quero quando for velhinha dizer, isso foi bom demais para ter sido verdade E tu beijar-me- ias e dirias E assim será