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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

As vezes penso se ainda vale a pena esperar por ti ou sequer lutar por ti. Com uma simples palavra conseguiste estragar o meu dia. Queria-te chamar de "cabrão" "estúpido" "otário" mas a verdade é que perfiro não o fazer, prefiro não te magoar, coisa que tu comigo não és assim, dizes as cenas sem pensar e esqueces-te que me poderás magoar. Preferi desligar, desaparecer. Pegar na guitarra, no mp3, numa caneta, num papel e num maço de cigarros e por-me a andar. Com a caneta escrevi o teu nome, nas árvores, na terra, nas pedras, no meu corpo, o teu nome deve ter sido escrito um milhãos de vezes e foi escrito com muita raiva, com muito amor e muito sentimento a chamar-te. Não deves ter ouvido as letras a gritar, não deves ter ouvido a caneta a riscar, e não deves ter ouvido o meu coração a bater. E não percebes, o quanto especial és para mim. Só me irrita o facto de tu esqueceres o que me fizeste e falares comigo como se nada tivesse acontecido para além de a raiva desaparecer ainda me pões um sorriso na cara. Gostava que um dia a sentisses, talvez assim também soubesses o amor que sinto por ti. Cheguei a pensar que o meu mundo iria ruir se me deixasses, mas deixaste-me e mostras-te que estáva errada, que afinal ele não ruiu e que sempre consigo manter-me de pé, percebi que por baixo do chão que pisava ainda havia terra, percebi que a força vinha dentro de mim e não de ti. Percebi que não perciso de ninguém para conseguir as coisas, que basta acreditar em mim, mas como eu já te disse, ás vezes também é necessário acreditar nos outros. Pois eu tenho sonhos, sonhos aos quais preciso de ti, aos quais tu pertences. Sonhos que temos iguais e que os puderiamos fazer juntos. Sonhos aos quais preciso que queiras fazer junto a mim.