- Nãaaaaao!!
Acordo sobressaltada e a gritar.
Acordo sobressaltada e a gritar.
- Não, não, não!! Não.
Sento-me na cama, ponho as mãos na testa e respiro fundo.
- Não – repito esta palavra vezes sem conta enquanto me tento acalmar.
O quarto está frio e a cama chia. Lá fora a trovoada é grande e parece gritar. Nada me acalma neste espaço sinistro, apenas aumenta o meu medo.
Levanto-me e vou até á casa de banho. Carrego no interrupetor para acender a luz, mas esta não dá sinais de vida. A trovoada roubou-me a única coisa que me poderia abrir os olhos e perceber que já estou acordada e que tudo não passou de um pesadelo. Corro até ao lavatório, abro as torneiras e fico a observar a água a correr. Por tempo indeterminado. Molho a cara, esfrego a água na testa e tento convencer-me que tudo está bem. Mas, há algo dentro de mim que diz que não, e que o pesadelo que tive à pouco não era apenas um simples pesadelo. Algo me assusta, algo me faz chorar e correr até á sala. Lá está, a janela está aberta e os cortinados voam. Sento-me no sofá e fico a observar a lua, como sempre grande e imponente. Agarro-me aos joelhos e revivo tudo de novo.
Levanto-me e vou até á casa de banho. Carrego no interrupetor para acender a luz, mas esta não dá sinais de vida. A trovoada roubou-me a única coisa que me poderia abrir os olhos e perceber que já estou acordada e que tudo não passou de um pesadelo. Corro até ao lavatório, abro as torneiras e fico a observar a água a correr. Por tempo indeterminado. Molho a cara, esfrego a água na testa e tento convencer-me que tudo está bem. Mas, há algo dentro de mim que diz que não, e que o pesadelo que tive à pouco não era apenas um simples pesadelo. Algo me assusta, algo me faz chorar e correr até á sala. Lá está, a janela está aberta e os cortinados voam. Sento-me no sofá e fico a observar a lua, como sempre grande e imponente. Agarro-me aos joelhos e revivo tudo de novo.
Tu cais, ficas estendido no chão. Tento correr até ti mas por mais que corra não saio do meu lugar. Tu não te mexes. E eu grito de dor. Não sei bem porque. Só sei que algo me assalta o peito, como se tivessem a arrancar grande parte de mim. Uma mão pousa sobre o meu ombro. Não me virei para ver quem era, mas sinceramente também não quis saber. Só queria que te levantasses e que ficásse tudo bem. Uma voz sussurra ao meu ouvido. Chegou a hora. Virei-me, mas ninguém estava do meu lado. Apenas uma enorme multidão sentada nas bancadas. Gritei. AJUDEM-NO. ELE NÃO ESTÁ BEM. Pelo menos era o que eu sentia. Algo dentro de mim o dizia. Mas ninguem se moveu, ninguém respondeu. Parecia que todos estávam numa sala de cinema a ver apenas um filme e que tudo aquilo era normal. Mais uma vez tentei correr até ti, e mais uma vez não saí do meu lugar. Chorei. Chorei por ti, chorei por mim, chorei de frustração, de indignação e de medo. Chorei por pensar que nunca mais te ias levantar, e foi isso que aconteceu, não te levantas-te e também ninguém deu por isso. Só eu. Porque te amo. E com isto, deitei a última lágrima, com o último grito. Amo-te. E foi assim, que o meu coração não aguentou, porque eu não conseguirei viver sem ti. E eu cai. Para tal como tu, nunca mais ma levantar.
Aperto os joelhos contra a barriga e começo a chorar. Precisava de ti agora, neste exato momento a dizer-me que tudo está bem e que tu estás aqui e que eu não preciso de ter medo. Precisava que me desses um beijo, daqueles bem fortes e dos teus abraços fofos. Precisava do teu colo, do teu aconchego. Mas como decidiste ir, eu fico-me por me embalar a mim própria enquanto lágrimas me escorrem pelo rosto e "amo-te"s saêm-me da boca já incoscientemente.
Aperto os joelhos contra a barriga e começo a chorar. Precisava de ti agora, neste exato momento a dizer-me que tudo está bem e que tu estás aqui e que eu não preciso de ter medo. Precisava que me desses um beijo, daqueles bem fortes e dos teus abraços fofos. Precisava do teu colo, do teu aconchego. Mas como decidiste ir, eu fico-me por me embalar a mim própria enquanto lágrimas me escorrem pelo rosto e "amo-te"s saêm-me da boca já incoscientemente.
