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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Já me disseram que seguiste em frente, já me disseram que nem te preocupas comigo e que enquanto eu espero por ti, tu andas por aí, a ser feliz. Eu faço também por ser feliz, mas penso em ti todos os dias, mesmo que ás vezes não queira. E todos os dias tenho esperança que tudo volte aos eixos, e todos os dias espero pelo teu 'Bom dia' que antigamente não falhava. Agora passamos um pelo outro, e entre nós apenas existe uma troca de olhares, e isso faz-me sentir pequenina, triste, pois é isso que me relembra que um dia fomos tudo um para o outro. Ontem, pus-me a ler todas as mensagens que um dia escrevemos, mensagens que tenho guardadas no telemóvel e não consigo apagar, mensagens que me fazem sorrir e que são a minha única maneira de me sentir mais perto de ti. Vi quatro meses passarem diante dos nossos olhos e nada acontecer, e nada mudar, pelo menos da minha parte. Vi tentativas falhadas de voltar a ser aquilo que era antes de te conhecer, voltar a ser feliz sem a necessidade de um amor, de uma pessoa, de ti. Tentei ignorar-te, continuar como se realmente nunca se tivésse passado nada, tentei não te olhar, não te falar. Perguntam-me se ainda gosto de ti, mas não respondo, mudo sempre de conversa e a Mariana não entende o porque. Perguntam-me o porque de não querer falar contigo ou de dizer que já não quero passar as horas de almoço perto de ti. Todos têm perguntas, que nunca são respondidas, por medo da minha parte, por cobardia. Também já me mostras-te que já nem te importas com as minhas palavras, que dizer algo ou não dizer nada para ti é o mesmo. Mas eu não te esperarei para sempre, aliás, esse para sempre até pode acabar já amanhã. E já esperei quatro meses, que me fizeram chorar, que me magoaram muito, mais do que talvez possas pensar. E um dia, quando desistir de tudo isto, talvez também desista da nossa amizade, que talvez nem exista.