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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mais uma frustração descarregada num cigarro, mais uma frustração descarregada em pés descalços, em frio que me enregela os ossos, em dores no peito e músicas de relacionamentos acabados. Sento-me na cadeira e olho em meu redor, não sei o porque de tu ainda não me teres saído da cabeça, não sei o porque de tudo ainda me fazer lembrar-te, fazer lembrar de momentos que fazem parte do passado, que não voltarão ao nosso presente. Ao meu presente. Já não existe 'nós'. Não há vodka, o maço de tabaco está a acabar, e a música não está a ajudar. Encho os meus pulmões de fumo expeço, numa tentativa vã de esvaziar a mente. Fingir estar feliz é uma tortura constante, mas necessária, dar sorrisos falsos ás pessoas que mais gostamos é horrível, principalmente quando essas mesmas pessoas acreditam em toda esta nossa felicidade fingida. Fingimentos que até me dão nojo, mas com os quais tenho de aprender a viver. É necessário. Mentiras, vergonhas, maldades, ciúmes e inveja pairam sobre o meu dia-a-dia. Mesmo depois de tudo ter terminado, pessoas sem o mínimo de carácter ainda sentem aquela terrível tentação de inventar histórias. Histórias para nos deitarem abaixo, para nos arruinarem a vida, para nos fazer bater com a cabeça na parede e nos fazer chorar. Tic Tac Tic Tac. O relógio conta as horas, os minutos, os segundos que passo sem ti e até isso me dói aos ouvidos. Está lua cheia. A face mais linda, mais brilhante, mais poderosa. Levanto-me da cadeira e vou até á varanda, pego no último cigarro, nas minhas últimas forças. Este desfaz-se em cinzas que caem mortas no chão, tal como os meus sonhos, as minhas esperanças, tal como nós.