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sábado, 5 de novembro de 2011

Estou aqui, deitada na tua cama. Insististe para que eu dormisse aqui. Não percebi porque, disseste que era pelo facto de eu ser a convidada e ficar mal eu dormir no sofá. Depois de muito insistires eu acabei por aceitar. Agora tou aqui. A tua cama tem o teu cheiro, a tua almofada também. Ao principio pensei que isso me fosse ajudar a dormir melhor, mas enganei-me, pois só quero-te aqui, a meu lado.
Levanto-me. Estou apenas com uma t-shirt tua que me chega ás cochas e umas cuecas, Está frio, e quase regresso para a cama a correr, mas não o faço.
Vou até á sala, tu estás deitado no sofá, com um cobertor e uma almofada. Penso em como de manha vais apanhar uma valente dor de costas. Vou até junto a ti. Fico a observar-te. Pareces um bebe a dormir. Dou-te um beijo na bocheicha, mesmo ao pe dos labios e pucho o cobertor para te tapar melhor. Antes sequer de dar um passo para me afastar tu puchasme para ti, nuns meros segundos, apanhando eu assim o maior susto da minha vida.
  • Parvo, assustaste-me!!
  • Ohh não era essa a intençao.
  • Pois, mas …
  • O que vieste fazer? Tás bem?
  • Não muito.
Ele sentou-se no sofá e começou a analisar-me com o olhar
  • o que se passa – perguntou um pouco alarmado.
  • Tem calma, eu estou bem …
  • mas acabas-te de dizer que …
  • Porque estava sozinha.
  • Ahh? Não percebi.
  • Ahh voces rapazes sao lentos.
  • Muitooo
  • ai pois sao.
  • Queres companhia? - disse com ar malandro.
  • Queres ser a minha companhia?
  • Mas isso nem se pergunta.
Ele volta-se a deitar e faz sinal batendo com a mao no sofá para que eu me deitasse junto dele.
  • Eu ?? no sofa?
  • Que tem?
  • Não me apetece acordar com dores nas costas.
  • Fraquinha.
Deitei a lingua de fora.
  • vem para a cama- convidei
ele riu-se
  • Oh, não sejas parvo.
Ele levantou-se, pegou-me ao colo.
  • Ohh por favor, põe-me no chão, eu sou pesada – disse tentando soltar-me
  • Ohh, parva, não es nada.
  • Sou pois.
  • Se fosses já te tinha largado
  • pois, pois.
Chegamos ao quarto e ele deitoume na cama. Ele deitou-se a meu lado. Ficámos frente a frente, a olhar um para o outro, sem nada fazer nem dizer. Dou-lhe um beijo na boca.
  • Boa noite!
  • Que foi isso?
  • és meu marido não es?
  • Sou.
  • Entao não precisas de tar assim.
Virei-me de costas para ele, ia dormir. Ele percebeu, e colocou o seu braço a volta da minha cintura, encostou os seus labios ao meu ouvido e disse:
  • Dorme bem princesa. Amo-te.
E assim adormecemos os dois. Agarrados um ao outro.