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sábado, 12 de novembro de 2011
Estou numa cozinha. Cozinha estranha, mas ao mesmo tempo familiar, tem algo meu, teu, nosso. Lá fora neva, mas cá dentro o calor reina. Temos uma lareira acesa na sala. Eu olho pela janela, vejo o espetáculo que me é todos os anos tão desejado. O cair da neve, e a transformação deste mundo em algo que se asseme-lhe ao céu, tudo é branco, o chão, as árvores, a estrada, Tudo, tirando os enormes pinheiros que continuam altos e majestosos mesmo sendo eles tão diferentes deste mundo. Branco.
- Coca-cola ou Vodka?
Viro-me para trás encostando-me ao balcão e olho para ti. Bela figura, tenho de admitir. Só de boxers e com uma garrafa em cada mão.
- Que tal os dois misturados?
- Podiamos colocar um ingrediente especial. - disses-te e comecei-me a rir.
- Aposto que sei qual é. - ris-te comigo, colocas as garrafas em cima da mesa e aproximas-te de onde eu estou. Os teus braços alcançaram-me e eu já fechava os olhos e entreabria a boca, beijei-te e tu a mim. Os beijos foram-se intensificando. E o querer mais também.
Entreguei-me então a ti, apertando o meu corpo contra o teu, e as tuas mãos começaram a subir pelas minhas costas.
- Espera - disse eu - espera - mas embora eu disse-se para esperares eu não queria esperar, apenas queria continuar, sinceramente, nem sei porque dizia para esperáres. - Lá para cima - disse eu - depressa.
- Não - afastei os meus lábios dos teus e olhei-te nos olhos - vamos para a sala.
- Porque?
- Está mais quente, temos lá a lareira - piscaste-me o olho e voltaste a beijar-me, e então saímos da cozinha e a arrancar as roupas que iam ficando no chão marcando o nosso caminho.
Chegando á sala deitas-me no sofá e eu puxo-te para mim. Os nossos corpos juntam-se, pela primeira vez. Daquela maneira tão especial. Á medida que o tempo passáva eles sincronizávam-se e tornávam-se num só, e foi ai que começámos a movimentarmo-nos cada vez mais depressa e mais depressa, começaram os risos, as gargalhadas e.. caímos do sofá, coisa que já era de esperar. As horas passáram mais rápido que eu alguma vez poderia ter imaginado, eu queria que ele parásse, eu queria que este momento nunca mais acabásse.
Ficámos os dois deitados no chão embrulhádos um no outro.
- Obrigada - disse
- Obrigada porque?
- Por me cuidares tão bem.
Beijas-me na testa e olhas-me nos olhos.
- Quem ama, cuida.
- E por isso que me cuidas tão bem.
- Porque te amo.
- E eu a ti.
Dou-te um beijo, encosto a cabeça ao teu peito e assim ficamos a observar o lume da lareira a apagar-se.
