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domingo, 22 de janeiro de 2012

O fim da tua inocência. 
Acabou, destruiste-te no meio de todos aqueles lençois gastos, de todas aquelas noites de puro prazer, de cigarros por fumar, de bebidas por beber, daquelas festas em que só sabias comer gajas inocentes, pitas que nem sabiam o que faziam. Tiravas-lhes a virgindade sem uma ponta de carinho e depois abandonavas-as como se nunca as tivésses visto na vida. O teu sangue, o teu corpo, a tua história, a tua vida, toda ela é viciada no teu próprio vicio. Sexo, dinheiro, fama, roupas, noites e madrugadas. Ninguém sabe quem és, ninguém sabe onde estás nem de onde vens. Todos te desejam, todos te querem, mas tu foges, comes quem queres e quando queres. Mas o teu reinado, destrói-se, enquanto estás longe. Vives para esquecer a dor no coração, a dor do abandono, a dor da rejeição. As tuas palavras são contruidas apartir das tuas mentiras, das tuas falsidades, do teu medo, da tua vergonha. Vives ignorando todos os comentários que te soltam, calas todas as bocas com esses sorrisos forçados, vives querendo e não querendo uma mão amiga. Vives-te esperando-me, quando apareci agarraste-me com essas mão fortes, gélidas. E sem pensares, e sem eu perceber o porque, beijaste-me. Não te conhecia, não sabia quem eras, mas não sei porque também não fui capaz de te afastar dessa boca com sabor a menta, a cigarros e a alcool, senti a energia que emanava de ti e percebi, percebi aquilo que qualquer outra não ousou perceber. E foi assim, que descobri que por detrás dessa faceta de playboy, que havia um menino perdido.