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quarta-feira, 27 de junho de 2012
São cigarros atrás de cigarros, cafés atrás de cafés e noites de insónias atrás de mais noites de insónias que me deixam exausta e sem energia. São noites de terror, envolta em lençóis suados e janelas abertas numa tentativa vã de poder apanhar alguma brisa matinal. São noites à espera que apareças, assim, como por magia ao meu lado, que me abraces daquela maneira bem apertadinha que é tão tua, que me dês um beijo na testa, que me chames de pequenina, quero chatear-me contigo, discutir, quero ter aquelas brigas de "Eu amo-te mais" e desta vez quero que sejas tu a ganhar, quero que sejas tu a correr atrás, que me tentes agarrar e que eu te fuja por entre os dedos como a areia da praia, tal como tu me fugiste. Quero parar de preencher aquelas folhas brancas do caderno de desenhos com sonhos, desejos, quero parar de preencher o meu pensamento com o teu rosto pintado a carvão, e quero que o meu coração pare de bater daquela maneira desenfreada quando me dizes um 'olá' tímido e passas por mim. Quero parar de sentir-me a cair no vazio quando te vejo abraçar outra, quando ris com outra, quando sorris a outra. Quero chegar-te a ti, e dizer: Eu amo-te!! E não me quero por-me a imaginar diálogos em que tu dizias: Eu também. ou . Desculpa, mas eu não. ou . Abraças-me apenas e eu fico sem saber o que sentes e o meu coração ainda bate mais depressa. Merda, já estou a imaginar, já estou a pensar e não consigo parar. Merda, Merda, Merda. Vou. Fui. Voltar para a cama, para aqueles lençóis suados, para aquele caderno rabiscado, para aquele pensamento que não sai do mesmo sitio. Tu.
