Love is stupid
Ya, é mesmo. Pois aparece quando menos esperas, quando menos queres, quando menos o desejas. Num dia estás a sorrir, porque a vida te corre bem, estás segura de tudo e nada nem ninguém te consegue deitar abaixo, no outro, vives uma vida insegura, vives uma vida cheia de medos e incertezas. Tens medo de dizer uma palavra que possa estragar tudo, que o possa afastar de ti, e tu tens medo, tens medo que ele te rejeite, que se afaste mais do que já está, simplesmente deixaste ficar, ai sentada nessa cadeira, a olha-lo pela janela, e todos os dias à mesma hora vê-lo, sempre tão activo, tão seguro de si, com aquele sorriso que fez com que te apaixonasses e aquele olhar que desde o primeiro dia te encantou. Vê-lo e pela milésima vez te apaixonas, vê-lo e quase te mandas para os seus braços. E é com isso que sonhas, com um amor correspondido, com um beijo apaixonado, com palavras românticas sussurradas ao ouvido, com noites deitadas ao seu lado e com a certeza de que ele está lá, a ver-te dormir, a tirar uma madeixa do teu cabelo da frente dos teus olhos só para os poder continuar a contemplar, a sussurrar no meio da noite um "amo-te", mas não um simples amo-te que para muitos é como se fosse um olá, um amo-te como um amo-te a sério. Aquele amo-te que vês nos filmes de príncipes e princesas de encantar. Mas há uma diferença, ele não é o príncipe, tu não és a princesa, e aqui não há sapatos de cristal, ao qual basta servir-te e tens um "felizes para sempre" garantido, a vida é bem diferente, e acho que é isso que a torna tão especial, pois não está programada, não está escrita, e ninguém sabe o que vem a seguir, e ninguém poderá carregar num simples botão e reviver tudo de novo.
