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domingo, 27 de novembro de 2011
Mudei o corte de cabelo, mudei o estilo de roupa. Mudei a minha letra e tentei escrever á canhota. Coloquei a minha cama no outro canto do quarto. Agora durmo ao contrário, durmo com pijama de verão mesmo estando pleno inverno. Tentei mudar tudo, pelo menos dentro do possível. Perguntei quem sabia mudar o coração mas ninguém me respondeu. Também gostaria de te mudar de sítio, gostaria de te tirar deste coração partido e por-te numa gaveta, juntamente com as nossas fotos, a manta em que costumávamos estár embrulhados, os presentes que me deste e aquele coração de cartão que promete-mos nunca partir. Gostaria de fazer isso, gostaria que fosse assim tão simples. Mas a vida é lixada, e mesmo dormindo ao contrário, tu continuas a ser o primeiro pensamento do dia, mesmo dormindo com pijama de verão consigo sentir o teu braço á volta da minha cintura, o teu calor a aquecer o meu corpo. Uma coisa que também não conseguia mudar era o hábito, o hábito de olhar para o meu lado e ver-te, ver-te dormir com aquela cara de bebé,mas agora o espaço está vazio, já lá não estás. Em tempos estives-te ali deitado com as pernas entrelaçadas ás minhas, agarrado a mim e a observar-me a dormir, em tempos eu adormecia encostada ao teu peito e era relaxante sentir o ritmo da tua respiração. E mesmo sem querer eu lembro-me de tudo, de todos os momentos, de todos os pormenores teus. Agora a minha cabeça anda um turbilhão, e quem a pôs assim foste tu, foste tu porque já não sei se me queres, se me amas. É triste ter de me debater com isto todos os dias, é triste eu sofrer por te amar e não saber se me amas também, é triste, mas a vida tem destas coisas. E uma coisa que eu aprendi foi que os bons momentos não duram para sempre, mas que os maus também não e que por isso isto iria passar, esta dor abrandar e incertesa acabar.
